Acabei de notar que os futuros de café tiveram uma forte valorização na quinta-feira. Tanto o arábica quanto o robusta subiram bastante - o arábica fechou +1,65% e o robusta +2,02%. A movimentação pegou muita gente de surpresa após os preços terem sido bastante pressionados nas últimas semanas.



Acontece que o real brasileiro se valorizou até atingir uma máxima de 1,75 anos, o que basicamente desestimulou os produtores locais a venderem. Essa cobertura de posições vendidas em futuros de café impulsionou os preços para cima. Faz sentido quando se pensa nisso – os exportadores brasileiros seguram a oferta quando a sua moeda fica mais forte, então os traders que cobriam posições vendidas aproveitaram a movimentação.

Mas aqui está o ponto: os fundamentos ainda continuam bastante baixistas. O Brasil espera uma safra enorme este ano – um aumento de 17,2% para um recorde de 66,2 milhões de sacas, de acordo com a agência de previsão deles. O Vietnã também tem exportado como louco, com embarques de janeiro 38,3% maiores do que no ano anterior. Isso significa muita oferta entrando no mercado.

Olhando os dados de futuros de café no gráfico de barras, dá para ver que o arábica caiu para mínimas de 6 meses poucos dias antes dessa valorização, e o robusta também atingiu mínimas de 6 meses. A recuperação nos estoques da ICE também não ajuda na perspectiva de preços. Então, embora o movimento de quinta-feira tenha sido bom, não estou convencido de que seja o começo de algo maior. A situação de oferta ainda está muito pesada neste momento. Estou de olho para ver se essa alta se mantém ou se vamos recuar novamente.
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