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Informador da Wall Street
Agora é importante não acompanhar as notícias, mas sim se «tudo saiu do controlo».
Assim que o mercado mundial entrou em fim de semana, as hostilidades intensificaram-se — passaram de «sondagens» para «o limite da incontrolabilidade» e já começaram a atingir directamente o sistema energético global.
- O Irão derrubou um caça americano F-15E; outro avião de ataque A-10 sofreu um acidente. As perdas em combate real destruíram o mito de invencibilidade das forças militares americanas no Médio Oriente, o que irá incentivar significativamente o Irão e os seus parceiros a agirem de forma mais agressiva, usando «ataques assimétricos».
- Em simultâneo, foi atacada uma refinaria de petróleo no Kuwait, instalações de gás nos EAU e fábricas de dessalinização de água do mar. Os objectivos da guerra mudaram completamente de «confronto militar» para «estrangulamento energético».
Isto já não é um «conflito à margem», mas um ataque directo à energia, aos activos americanos — um acontecimento que separa épocas.
Em primeiro lugar, todo o mundo prepara-se para o aumento incontrolável dos preços do petróleo. O preço do petróleo já ultrapassou 110 dólares e, se não houver notícias sobre a desescalada, os mercados mundiais podem ser reavaliados na abertura das negociações na semana que vem.
Em segundo lugar, na segunda-feira (6 de abril), chega o chamado «último prazo» de Trump, ainda que seja desconhecido se terá validade. Trump tentou usar a «pressão máxima» para obter condições vantajosas nas negociações, afirmando repetidamente que «as negociações estão a correr bem» — deixando, na prática, espaço para recuar. Mas o Irão está agora a aplicar a táctica de «ataques para negociar» ou até, pura e simplesmente, recusa de negociações. Se a 6 de Abril ele não tomar nenhuma acção, o seu prestígio como força dissuasora será destruído; se decidir efectuar ataques aéreos de grande escala a instalações energéticas no território do Irão, o preço do petróleo disparará instantaneamente — será um dia longo (UTC+8).
Em terceiro lugar, os mercados entram numa «fase não linear»: em vez de crescimento ou queda gradual, haverá saltos súbitos, oscilações fortes e redução da liquidez. Em muitos mercados, é provável que apareçam gaps significativos, o que levará à liquidação em massa de posições com margem, sem possibilidade de cobertura dos riscos.
A abertura das negociações na semana que vem não será «uma volatilidade normal», porque, durante o fim de semana, acumulou-se tanta informação (tudo chegou ao ponto crítico), e voltamos a ter mais um fim de semana prolongado. Agora, o mercado parece uma sala escura cheia de pólvora, e todos os acontecimentos que ocorreram durante o fim de semana já acenderam o fósforo.