Tenho contactado com muitas pessoas com dificuldades de sono. Não é que não queiram dormir, é que simplesmente não conseguem, tendo de se manter acordadas até ao limite do corpo, até que as pálpebras não aguentem mais e conseguem adormecer. No momento em que largam o telemóvel, o cérebro começa a divagar, seja com preocupações sobre o futuro, seja a remoer erros do passado. Experimentaram todas as técnicas de indução do sono, mas no final só conseguem adormecer jogando com o telemóvel até ficarem completamente esgotadas.



Isto é, na verdade, uma manifestação de necessidades emocionais ignoradas durante muito tempo. Durante o dia estão ocupadas com a vida, envoltas em várias exigências, sem sequer um espaço mínimo para si mesmas. Os sentimentos de angústia e desamparo no coração não têm onde ser descarregados, só à noite é que realmente lhes pertence, por isso têm tanta dificuldade em abdicar deste período.

Mais importante ainda, não têm qualquer expectativa relativamente a um novo dia, mas sim muito medo — têm receio de que, no momento em que abrem os olhos, tenham de confrontar-se com problemas sufocantes. Estão verdadeiramente demasiado cansadas.
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