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A inflação está a ressurgir: Como ela afeta as perspetivas do Bitcoin e das criptomoedas
O cenário do mercado de criptomoedas começa a evoluir com uma abordagem mais cautelosa. Uma nova análise do Peterson Institute e da Lazard levanta preocupações significativas: a inflação nos Estados Unidos pode continuar a subir neste ano, o que é bastante diferente das expectativas dos investidores otimistas em Bitcoin, que apostam numa rápida redução dos preços.
Segundo os economistas Adam Posen e Peter R. Orszag, a inflação pode ultrapassar os 4% nos próximos meses — uma tendência ascendente que complicará as políticas monetárias e os planos de ativos de risco, como as criptomoedas.
De onde vêm as novas pressões inflacionárias?
Os pesquisadores identificaram vários fatores estruturais que podem atuar como impulsionadores poderosos da inflação. Primeiramente, as tarifas impostas pelo governo irão gerar custos diretos para os importadores, que, por sua vez, repassarão esses custos aos consumidores por meio de preços mais altos. Esse processo não ocorre de forma instantânea — há um atraso — mas, até o final de 2026, o impacto total deve estar quase totalmente refletido.
Além disso, um mercado de trabalho mais apertado e as expectativas de deportações podem criar escassez de trabalhadores, especialmente nos setores que dependem de migrantes. Isso deve pressionar os salários para cima e gerar uma inflação impulsionada pela demanda.
Não podemos esquecer do papel dos gastos governamentais. O déficit orçamentário iminente — que já ultrapassa 7% do PIB — aliado às condições financeiras mais frouxas, continua a pressionar por maior gasto público. Tudo isso aponta para uma única direção: inflação mais alta.
“Achamos que esses fatores são mais influentes do que as quedas de preços que o mercado espera”, afirmam os analistas. A narrativa de ganhos de produtividade com a IA e a contínua redução da inflação no setor imobiliário — duas das principais preocupações dos investidores pessimistas — podem não ser suficientes para equilibrar as pressões inflacionárias.
O dilema do Federal Reserve diante de uma inflação mais elevada
Se a inflação continuar a subir, o Federal Reserve se verá diante de uma decisão difícil. Uma inflação mais alta pode levar a uma redução na agressividade dos cortes de juros que o mercado espera.
Em 2025, a inflação caiu para 2,7% — o menor nível desde 2020. Isso inspirou bancos de investimento a projetar cortes de taxa de 50 a 75 pontos-base neste ano. Contudo, os investidores em criptomoedas esperam passos mais rápidos, acreditando que a tendência de desinflação continuará.
Se isso não acontecer — ou seja, se a inflação subir ainda mais — o Fed será mais cauteloso. O cenário de “ajuste de política” que o mercado tenta antecipar pode não se concretizar, e poderemos ver um período prolongado de taxas elevadas. Isso é especialmente importante para o mercado de criptomoedas, pois taxas mais altas tornam ativos livres de risco, como os títulos do Tesouro, mais atraentes.
Aumento dos rendimentos dos títulos e seu impacto no mercado de criptomoedas
A pressão inflacionária é claramente refletida nos mercados de títulos. O rendimento do título do Tesouro de 10 anos dos EUA atingiu 4,31% na semana passada — o maior em cinco meses. Isso indica que os investidores estão começando a exigir retornos mais altos por ativos considerados mais seguros.
Para o Bitcoin e outras criptomoedas, essa é uma notícia ruim. Com o aumento da taxa livre de risco — impulsionado pela inflação e pelas ações do Federal Reserve — os investidores ficam mais céticos em relação a ativos mais voláteis. O Bitcoin caiu quase 4%, chegando a US$80.460 na semana passada, refletindo um sentimento de aversão ao risco mais amplo no mercado.
Os rendimentos globais dos títulos também continuam a subir, com os títulos do governo japonês atingindo níveis recordes. Isso cria um ambiente onde os títulos tradicionais se tornam mais competitivos para o capital dos investidores.
O novo cenário para os investidores de criptomoedas
A implicação é clara: a esperança da comunidade cripto de uma rápida tendência de desinflação e cortes agressivos de juros pode precisar ser revista. Se a inflação atingir 4% ou mais, o Federal Reserve será mais paciente na redução das taxas.
Esse cenário altera a relação risco-retorno. Rendimentos reais mais altos — descontando a inflação esperada — tornam o dinheiro em caixa e os títulos do governo mais atraentes em comparação às criptomoedas. Os mercados de alta baseados em estímulos monetários precisarão de fundamentos diferentes.
Para os investidores de criptomoedas, a principal lição é a necessidade de maior flexibilidade na avaliação do mercado. A narrativa de desinflação que dominou o último ano pode não ser mais o principal motor para os próximos trimestres. Em vez disso, as dinâmicas de inflação, política monetária e fluxos de ativos de risco serão fatores mais críticos a serem monitorados.
O ano começa com mais complicações do que o esperado — e a inflação está no centro das discussões.