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O cenário político brasileiro voltou a discutir recentemente sobre Bitcoin. O novato na política Renan Santos afirmou em público que o Brasil pode considerar estabelecer uma reserva estratégica de Bitcoin a nível nacional, e que essa proposta é viável na prática — ele até incluiu essa ideia em seu programa de campanha.
Santos é fundador do novo partido "Missão", além de ser cofundador do movimento de direita "Brasil Livre". Curiosamente, ele expressou claramente o desejo de aprender com as ações do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Você sabe o que Bukele fez? Ele implementou uma política agressiva de Bitcoin em El Salvador, além de atuar contra a corrupção. Parece que Santos quer seguir esse caminho.
Falando nisso, nos últimos dois anos, o número de vozes no Brasil defendendo a entrada do Bitcoin no tesouro nacional tem aumentado. O Congresso já realizou audiências públicas sobre o tema, indicando que essa questão saiu do debate popular e entrou na esfera oficial.
Santos também destacou outro valor da tecnologia blockchain — o combate à corrupção. Ele acredita que, se a blockchain for usada na gestão financeira do setor público, pode aumentar significativamente a transparência no fluxo de recursos, ajudando bastante no combate à corrupção. Sob essa perspectiva, ele não está apenas promovendo o Bitcoin, mas apresentando uma lógica de modernização da governança pública.
Independentemente de Santos conseguir ou não alcançar posições de destaque na política, pelo menos a exploração do Brasil na área de políticas de criptomoedas já se tornou uma tendência a ser observada. Em um momento em que países ao redor do mundo estão reavaliando o papel dos ativos digitais, essa experiência de um país da América do Sul pode oferecer insights para outros governos.