Há algo interessante acontecendo com a segurança dos sistemas industriais no Oriente Médio. A Kaspersky acabou de lançar uma ferramenta que está mudando a forma como as empresas discutem risco cibernético.



Por muito tempo, a segurança de tecnologia operacional era algo que ficava entre as equipes de TI e a liderança executiva, sem uma linguagem comum. Os profissionais de segurança falavam em termos técnicos, enquanto os executivos pensavam em impacto financeiro. Essa desconexão resultava em orçamentos insuficientes e prioridades concorrentes.

O que a Kaspersky fez foi traduzir esse problema em uma solução prática. A nova Calculadora de Economia de Cibersegurança OT funciona assim: você insere informações sobre seu setor, região, tamanho da empresa, histórico de violações e medidas de segurança existentes. A ferramenta retorna estimativas de quanto você poderia economizar reforçando a segurança, além de comparar sua posição com outras empresas do seu segmento.

Por que isso importa agora? Porque a indústria no GCC está em expansão acelerada. Os Emirados Árabes Unidos têm a Operação 300 bilhões, a Arábia Saudita está investindo pesadamente através do seu Programa Nacional de Desenvolvimento Industrial, e o Catar lançou sua Estratégia Nacional de Manufatura. Com toda essa atividade industrial crescendo, os riscos também aumentam. Segundo dados de pesquisa que a Kaspersky usou, mais de 60% das empresas industriais relataram que violações de cibersegurança geraram custos significativos no ano passado.

O diferencial é que agora as organizações conseguem apresentar um caso de negócio claro baseado em dados. Não é mais abstrato. Você consegue mostrar: se investirmos X em segurança, economizamos Y em potenciais incidentes. Isso muda completamente a conversa entre times de segurança e C-level.

A Kaspersky também oferece uma calculadora similar para setores não industriais, caso sua organização trabalhe em ambientes diferentes. O que fica claro é que quantificar risco em termos financeiros está se tornando tão importante quanto mitigá-lo. Especialmente em regiões onde a transformação digital dos sistemas críticos está acontecendo em ritmo acelerado.

Vale ficar de olho em como as empresas industriais começam a usar essas ferramentas para reajustar seus orçamentos de cibersegurança nos próximos meses.
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