Acabei de perceber algo interessante acontecendo no espaço de ETFs do Japão que vale a pena acompanhar. O Nikkei 225 atingiu um recorde de 59.000 no final de fevereiro, e o momentum ainda está forte. Se você tem ignorado as ações japonesas, talvez seja uma boa hora para reconsiderar.



Então, o que realmente está impulsionando isso? Existe uma coisa que os traders estão chamando de "trade Takaichi" — basicamente, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, acabou de nomear dois economistas focados em crescimento para o conselho de política do Banco do Japão. Ayano Sato e Toichiro Asada são conhecidos por defenderem taxas mais baixas e um iene mais fraco, o que é exatamente o tipo de ambiente que faz as ações japonesas dispararem. Além disso, há planos sólidos de gastos fiscais e alívio tributário voltados para impulsionar os lucros corporativos, e você tem verdadeiros ventos favoráveis.

Mas aqui está o ponto — não é só política doméstica. A recuperação do setor de tecnologia de Wall Street, especialmente após os resultados massivos da NVIDIA, está se espalhando para as cadeias de suprimentos asiáticas. O setor de tecnologia de Tóquio está sendo impulsionado de forma extraordinária. SoftBank e fornecedores de chips estão vendo ganhos expressivos. Essa combinação de dinheiro fácil em casa mais a demanda global por tecnologia? É a tempestade perfeita para o que estamos vendo.

Tenho analisado o que as principais casas de pesquisa estão dizendo, e o consenso é bem claro — J.P. Morgan e Morgan Stanley acreditam que ainda há espaço para subir. Eles apontam que as empresas japonesas estão com excesso de caixa, e se a gestão começar a devolver isso aos acionistas, os indicadores de ROE vão ficar ainda melhores. Essa é uma mudança estrutural que pode sustentar rallies mais longos.

Para investir de forma mais geral, sem escolher ações individuais, as opções de ETFs do Japão estão bem interessantes agora. Em vez de tentar cronometrar empresas específicas, você consegue diversificação instantânea entre os setores que impulsionam o Nikkei — financeiras, industriais, tecnologia, toda a variedade.

O iShares MSCI Japan ETF (EWJ) é provavelmente a jogada mais direta — com US$ 20,12 bilhões em ativos, possui 181 nomes de grande e médio porte. Subiu 14,5% no ano até agora. O JPMorgan BetaBuilders Japan ETF (BBJP) é outra opção, com US$ 16,07 bilhões em ativos, cobrindo 180 ações nas bolsas de Tóquio e Nagoya, também com alta de 14,5% no ano. Se você quer uma exposição mais ampla, o Franklin FTSE Japan ETF (FLJP) oferece 487 nomes de grande e médio porte, com alta de 14,9% até agora. E se você estiver mais agressivo, o WisdomTree Japan Opportunities Fund (OPPJ) foca em nomes menores e tem tido um desempenho excelente — alta de 24,1% no último ano.

As taxas variam, mas todas são razoáveis. EWJ cobra 49 pontos base, BBJP só 19 bps, FLJP 9 bps, e OPPJ 58 bps. Todos com classificações sólidas da Zacks.

Olha, o momentum dos ETFs do Japão parece real agora. Seja pelos ventos favoráveis de política ou pela força do setor de tecnologia, há uma mudança estrutural acontecendo. Se você quer exposição às ações japonesas sem precisar escolher empresas específicas, essa parece uma janela de entrada interessante. A Gate tem essas opções de ETFs do Japão disponíveis se você quiser entrar na jogada.
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