Percebi algo interessante ao observar as cotações do ouro nos últimos tempos. Se olharmos para as previsões de cotação do ouro nos próximos meses e além, o quadro que surge é bastante fascinante do ponto de vista técnico. O ouro não está apenas subindo, está rompendo máximas históricas praticamente em todas as moedas globais simultaneamente. Isso aconteceu no início de 2024 e a tendência continua.



A coisa que muitos subestimam é como o preço do ouro é guiado principalmente pelas expectativas de inflação, não pela oferta-demanda como muitos acreditam. Olhando o gráfico de 50 anos, vemos dois padrões de reversão de alta enormes: o triângulo descendente dos anos 80-90 e a taça com alça entre 2013-2023. Esses padrões longos criam mercados de alta igualmente longos. Não é casualidade.

Com base na análise das dinâmicas monetárias e das expectativas inflacionárias, as previsões de cotação do ouro nos próximos meses continuam a sugerir uma trajetória de alta moderada, mas constante. M2 e o índice de preços ao consumidor estão crescendo de forma estável. O euro mantém uma posição construtiva em nível secular, e os Títulos do Tesouro parecem apoiar ainda mais o movimento de alta. Tudo isso cria um ambiente favorável para o metal.

Dito isso, minha opinião pessoal é que ainda estamos na fase inicial deste mercado de alta. As previsões de cotação do ouro nos próximos meses e para 2026 giram em torno de 3.100 a 3.900 dólares, mas o verdadeiro potencial surge ao olhar para 2030, quando o ouro pode se aproximar dos 5.000 dólares. Não será um movimento vertical, porém. Haverá recuos e períodos de consolidação.

Um aspecto técnico interessante diz respeito às posições vendidas líquidas no mercado de futuros: permanecem muito elevadas. Isso significa que o potencial de alta pode ser limitado no curto prazo, mas também sugere que não há muita pressão de baixa. É um equilíbrio delicado.

Ao olhar para as previsões de cotação do ouro nos próximos meses feitas pelas principais instituições, vemos uma convergência em torno de 2.700 a 2.800 dólares, embora alguns analistas como o ANZ apostem mais alto, em torno de 2.805 dólares. A divergência entre as várias estimativas reflete a incerteza sobre como evoluirão os fatores macroeconômicos. Pessoalmente, acredito que as expectativas de inflação continuarão a apoiar a alta, mas com menos volatilidade do que vimos no passado.

A prata merece atenção separada. Historicamente, o metal cinza explode na fase seguinte de um mercado de alta do ouro. A relação ouro-prata de 50 anos sugere que 50 dólares por onça de prata é uma meta razoável, mas isso acontecerá mais adiante no ciclo.

Em resumo, se você está avaliando as previsões de cotação do ouro nos próximos meses, o consenso é bastante otimista, mas disciplinado. Não espere altas verticais, mas um crescimento gradual e constante. Os fundamentos permanecem sólidos, os padrões nos gráficos são construtivos, e os indicadores macroeconômicos apoiam a tese de alta. É um daqueles momentos em que o mercado está gritando a mensagem claramente, mas de forma ordenada.
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