Percebi que o interesse por ativos privados em criptomoedas aumentou significativamente. As pessoas cada vez mais fazem perguntas sobre criptomoedas anónimas, e isso é lógico — quem quer que todas as suas operações estejam à vista.



Na verdade, a concepção é simples. Quando retiras dinheiro em um ATM, o banco registra a operação, mas o destino desse dinheiro é apenas tua responsabilidade. As criptomoedas geralmente funcionam de forma diferente. Qualquer bolsa exige verificação, e aí as tuas transações tornam-se rastreáveis. As criptomoedas anónimas resolvem esse problema — após o crédito na carteira, ninguém consegue seguir para onde estás a transferir fundos.

Existem, claro, moedas pseudo-anónimas. Elas ocultam as operações, mas a identidade do proprietário é revelada. O Bitcoin, por exemplo, é exatamente esse caso. Todas as transações na blockchain estão registradas, e, se desejar, podem ser rastreadas. Para dificultar a vida dos analistas, recomenda-se usar um endereço novo para cada transferência, mas isso não garante privacidade total.

Agora, sobre criptomoedas anónimas específicas. Monero é o primeiro candidato. Aqui, a anonimidade é ativada por padrão. A identidade do remetente e do destinatário é ocultada, além do valor da transferência. As operações são mais lentas, mas mais seguras.

Dash foi desenvolvido como uma alternativa ao Bitcoin com maior proteção. Antes chamava-se Darkcoin. Totalmente descentralizado, sem reguladores externos. Uma abordagem semelhante tem a Zcash, só que ela usa o código do Bitcoin. Ao fazer uma transferência, indica-se um endereço especial — o nível de privacidade depende dele.

Bytecoin surgiu ainda em 2012. Usa assinaturas em anel e endereços ocultos para garantir anonimato. As transferências são rápidas e não rastreáveis. Bitcoin Private é um fork, combinação de Bitcoin e ZClassic. Também funciona sem intermediários.

Verge foi lançado em 2014. Usa tecnologias TOR e I2P para proteger os dados dos utilizadores. Komodo é interessante porque permite criar blockchains independentes com anonimato. NavCoin também é de 2014, e aqui são usadas transações confidenciais. PIVX oferece transações instantâneas confirmadas, antes chamada Darknet. Zcoin usa um mecanismo de cunhagem: ativos são queimados, criando uma moeda fechada sem histórico de operações.

A principal vantagem das criptomoedas anónimas é a confidencialidade. Podes esconder qualquer valor, todas as operações permanecem privadas. Mas há desvantagens. Em primeiro lugar, não é possível incorporar scripts nas transações. Em segundo, as taxas costumam ser mais altas do que as de moedas comuns. E um ponto importante — quando há uma atualização, ela aplica-se apenas às novas operações. Os registros antigos permanecem visíveis, e, por isso, os fraudadores podem analisá-los. É preciso ter mais atenção na escolha de criptomoedas anónimas e entender que a privacidade total exige vigilância constante.
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