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Evitou Luna, evitou 312, mas não evitou aquela noite aos pés do Everest
Irmãos, ouçam-me.
Acabei de receber a notícia, um grande chefe A9 do mercado desapareceu.
Não foi por liquidação de contrato, não foi por fuga de uma exchange, não foi por hackers roubarem as moedas.
Foi ao acampar uma noite aos pés do Everest, com amigos de trilha, e desapareceu.
Quão forte ele era?
Este chefe, os veteranos do mercado devem conhecer.
Naquele dia 312, o Bitcoin caiu 50% em meia hora, quantas pessoas foram liquidadas em cadeia, ele saiu de posição antes, comprou na baixa com precisão.
No dia 519, dez mil pessoas zeraram suas contas, ele saiu ileso.
O colapso do Luna, de 80 dólares caiu para 0.00001, quantos grandes nomes voltaram ao começo da história de uma noite para outra, ele percebeu o sinal a tempo e saiu de fininho.
No dia 1011, uma exchange sofreu um colapso, ele não deixou as moedas na exchange.
Carteira fria, só confia em si mesmo.
Alguém que sobreviveu a três ciclos de alta e baixa no mercado, de A6 a A9, qual o nível dele?
Gestão de risco? Está gravado na alma.
Disciplina? Mais dura que ferro.
Ele evitou tudo que poderia matar alguém neste círculo, mas morreu num lugar que parecia mais gentil.
A história é assim:
Ele já tinha se aposentado.
No ano passado, parou de olhar gráficos, de seguir as velas, de acordar às 3 da manhã para ver a reunião do Fed.
Comprou algumas casas, acumulou algumas centenas de bitcoins, começou a viver de paisagens e montanhas.
Escalou montanhas de neve, atravessou pradarias, fotografou estrelas, postou nas redes.
Parecia bem descontraído, não é?
Na sua última expedição ao Everest, ele só queria dar uma volta perto, tirar fotos do sol refletindo na montanha, ficar duas noites e voltar.
Passou uma noite no acampamento base, no segundo dia encontrou um grupo de trilheiros, uma delas, dizem, bastante conhecida no círculo outdoor.
Conversaram bem, combinaram de no dia seguinte ir a um acampamento mais alto, quase 5500 metros, para ver o nascer do sol.
Ele hesitou.
Nunca tinha passado uma noite acima de 5000 metros, não sabia se seu corpo aguentaria.
Mas ela disse: “Já que veio até aqui, que pena não subir para ver.”
Já que veio até aqui.
Essas quatro palavras, quantas pessoas morrem por causa delas.
Já que veio até aqui, aguente mais um pouco, logo vai subir.
Já que veio até aqui, pegue um empréstimo, invista mais, não vai perder.
Já que veio até aqui, se não apostar agora, vai ficar tarde demais.
Ele esqueceu como sobreviveu no mercado.
Não foi por estar sempre lá, foi por saber quando sair.
Naquela noite:
Chegaram ao acampamento às cinco da tarde.
O tempo estava razoável, só ventava forte.
Levaram jaqueta de plumas, saco de dormir, cilindro de oxigênio, tudo preparado.
Mas o mal de altitude, não é por estar preparado que não vem.
Na noite, começou a dor de cabeça, náusea, falta de ar.
Quem estava com ele ofereceu oxigênio, ele usou um pouco, aliviou.
A mulher tirou uma garrafa de álcool, disse: “Beba um pouco para esquentar.”
Ele bebeu.
Um cara que no mercado nunca usa alavancagem, nunca faz FOMO, nunca compra no topo, em 5500 metros de altitude, bebeu álcool.
O álcool inibe o centro respiratório, em alta altitude, isso é suicídio.
Às três da manhã, os colegas perceberam que ele não estava bem, não conseguiu acordar, lábios roxos.
Urgentemente, tentaram descer, levaram ao posto de saúde mais próximo, mas já era tarde demais.
E o pior?
A chave privada da carteira fria, que guardava centenas de bitcoins, também desapareceu.
Sim, não foi na blockchain, não foi custodiada, não foi feita backup para ninguém.
Ele era uma pessoa que acreditava cegamente que só ele podia proteger seus ativos.
Carteira fria, armazenamento físico, só ele sabia onde estava a chave.
Agora, ninguém sabe.
Centenas de bitcoins, ao valor atual, valem milhões de dólares, enterrados junto com ele aos pés do Everest.
Ele protegeu-se de hackers, de exchanges, de projetos, de todos, mas não conseguiu evitar uma decisão sua.
Irmãos, não estou contando uma história de terror.
Estou falando de algo que muitas pessoas não conseguem entender:
O maior risco neste círculo nunca foi o mercado.
Na 312, você pode ficar fora e escapar.
Na 519, pode fazer hedge.
Na Luna, pode não usar UST.
Na crise da exchange, pode não deixar suas moedas lá.
Mas há uma coisa que você nunca consegue evitar — você mesmo.
Sua ganância, sua sorte, sua decisão de vir até aqui.
Essas são as coisas que realmente podem te matar.
Quem consegue ganhar A9 no mercado, em inteligência, gestão de risco, disciplina, é certamente de elite.
Mas, num ambiente totalmente estranho, numa área que não conhece, diante de uma mulher, esqueceu toda disciplina.
Você acha que é forte, só porque ainda não saiu da sua zona de conforto.
Não estou dizendo para você parar de fazer outdoor, nem de viajar com o sexo oposto.
Quero dizer:
Sobreviver no mercado não garante que você sobreviva em outros lugares.
Você escapou de 312, de 519, de Luna, mas isso não garante que escape de uma garrafa de álcool, de uma mulher, de uma decisão de vir até aqui.
A verdadeira gestão de risco não é ser cauteloso no mercado.
É manter a cautela mesmo fora dele.
Que descanse, grande chefe.
E quanto às centenas de bitcoins —
Apenas considere como uma taxa de inscrição na montanha do Everest.