No caos do Médio Oriente, os perigos e oportunidades do mundo das criptomoedas



Irmãos, boa noite, eu sou o Não Passo.

As notícias de hoje, não preciso de dizer muito, vocês próprios podem ver. As ações de Trump nas últimas 24 horas têm agitado cada vez mais as águas turvas do Médio Oriente, e a resposta dura do Irão, juntamente com o desplante militar dos EUA, aumentam ainda mais o risco geopolítico.

Primeiro, vamos esclarecer a lógica central:
Estreito de Hormuz, a artéria do transporte global de petróleo, por onde passa quase um terço do petróleo marítimo mundial. Agora, Trump ameaça atacar instalações energéticas do Irão e a Ilha de Halcón, ao mesmo tempo que afirma que, mesmo se o estreito ficar fechado, está disposto a uma trégua; o Irão responde diretamente que “quem vai a Halcón não volta”, e o secretário de Estado dos EUA insiste que o Irão não deve controlar o estreito.

O que é isto? É um jogo de geopolítica de topo, uma espada de Dâmocles pendurada sobre os mercados globais.
1. Primeiro, esclareçamos: o que é que esta confusão significa para o mundo das criptomoedas?

Muitos irmãos, ao verem conflitos geopolíticos, a primeira reação é “refúgio, comprar BTC”, mas vou dar-vos uma dose de realidade:
O impacto dos conflitos geopolíticos no mercado de criptomoedas nunca é linear, nem de subida nem de descida; o núcleo da questão são duas variáveis: a intensidade do conflito e as expectativas de liquidez do mercado.

1. Curto prazo: volatilidade intensa impulsionada pelo sentimento, é oportunidade e armadilha
A escalada no Médio Oriente afeta primeiro o petróleo e o ouro, uma subida do petróleo aumenta as expectativas de inflação global, o que por sua vez limita o espaço para os cortes de juros do Federal Reserve, sendo que isto é, na essência, negativo para ativos de risco (incluindo criptomoedas). Mas, ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica gera procura por refúgio, ativando o papel do BTC como “ouro digital”, com fluxos de capital a entrarem em busca de segurança.
O jogo entre estas duas forças provoca oscilações violentas no mercado, com picos e vales, e irmãos que tentam comprar na alta ou vender na baixa, provavelmente já estão a ser varridos de um lado para o outro.

2. Médio prazo: o verdadeiro risco é uma crise de liquidez após a perda de controlo da situação
Agora, os EUA já têm a 82ª Divisão Aerotransportada no Médio Oriente, e Trump, com uma popularidade em queda até aos 33%, pode estar a tentar desviar atenções e ampliar o conflito. Se o Estreito de Hormuz for completamente bloqueado, as cadeias de abastecimento globais podem colapsar, o preço do petróleo disparar para níveis inimagináveis, e a economia mundial entrar em stagflation, levando à venda massiva de ativos de risco, incluindo BTC e ETH.
Isto não é alarmismo, é uma lei já comprovada pela história.

3. Longo prazo: em tempos de caos, surgem heróis, e a narrativa final das criptomoedas está apenas a começar
Irmãos, temos de entender por que é que detemos criptomoedas.
Porque, quando o sistema financeiro tradicional falha, quando a geopolítica se agita e a moeda fiat é superemitida e desvalorizada, o BTC e o ETH são os únicos ativos que as pessoas comuns podem controlar, que não podem ser congelados por qualquer governo, nem influenciados por conflitos geopolíticos.
À medida que o domínio do dólar se enfraça na luta pelo Médio Oriente, e a desdolarização global avança, as criptomoedas, como veículos descentralizados de valor, só terão um valor crescente a longo prazo.
2. Sugestões de operação para os irmãos: a regra do Não Passo, viver é sempre o mais importante

Muitos irmãos perguntam-me: “Devo estar comprado ou vendido agora?” A minha resposta é sempre: primeiro, gerenciar riscos, depois, falar de lucros.

1. Gestão de posições: nunca estar totalmente alocado, sempre deixar margem
Nestas condições de extrema incerteza, estar totalmente comprado é apostar a vida. Seja a favor ou contra, deve-se limitar a exposição a 50%, deixando dinheiro em reserva para possíveis eventos inesperados.
A minha própria posição, neste momento, é composta por apenas 30% de BTC e ETH em spot, o restante, 70%, é em dinheiro, para poder reagir a qualquer risco geopolítico súbito.

2. Ritmo de negociação: não comprar na alta, não vender na baixa, apenas operar quando entender o mercado
Nestas oscilações de sobe e desce, 90% das operações de curto prazo são apenas a dar dinheiro. Sem certeza absoluta, não se deve operar frequentemente; controlar as mãos é mais importante do que tudo.
As verdadeiras oportunidades não estão em perseguir o mercado em tempos de caos, mas em esperar que a situação se esclareça, que a tendência se manifeste, e agir de acordo.

3. Posição principal: BTC e ETH, sempre o lastro em tempos de caos
Independentemente das oscilações, do caos geopolítico, a posição central em BTC e ETH mantém-se inalterável. Para a maioria dos irmãos, segurar o que têm, comprar na baixa, é a única forma de atravessar ciclos de alta e baixa.
As altcoins, em face de riscos tão elevados, são apenas papel, e uma queda de 90% é normal; não toquem nelas.

3. Por fim, umas palavras de coração para os irmãos

Eu sou o Não Passo, só digo a verdade, só mostro a realidade dura.

A situação global atual não é apenas uma questão económica, é uma luta geopolítica total. Como investidores comuns, o que podemos fazer é respeitar o mercado, respeitar o risco, gerir bem as nossas posições e proteger o nosso capital.

Lembrem-se: no mundo das criptomoedas, estar vivo é a maior vitória.

Amanhã, na análise do mercado, irei explicar tudo aos irmãos na transmissão ao vivo. Se tiverem dúvidas, deixem nos comentários, responderei a cada um.

Eu sou o Não Passo, só digo a verdade, só faço o que é real.
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