Eu medito com a lente Zen no topo da montanha de neve


O vento frio bate repetidamente
Na pele
Frio, que penetra até os ossos

Névoa se agita aos meus pés
A terra encolhe-se
Em uma sombra silenciosa
O mundo de repente fica pequeno

O sol toca meu rosto
Momentâneo e verdadeiro
Como uma
Consolação vinda do vazio

Eu canto suavemente mantras
As sílabas deixam os lábios e dentes
Girando no ar
Camada por camada
Desvanecendo-se

No lugar onde o eco desaparece
De repente entendo —
O que chamamos de Brahman
Não é objeto de pensamento
Mas o frio, a luz, o som
Naquele momento de silêncio simultâneo
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